sábado, 17 de agosto de 2013

Introduzindo os Sólidos: E agora?


http://boadieta.com.br/files/2011/02/papinha-de-bebe-300x300.jpg
Fonte: boadieta.com.br
É um consenso entre os profissionais da área que a introdução dos sólidos (papinhas) deve acontecer quando o bebê completa 6 meses.

Há excessões é claro, e você deve sempre seguir a orientação do seu pediatra. Mas uma dica: se o seu processo de amamentação está tranquilo, o seu bebê ganhando peso normalmente e ainda sim o seu médico recomendar que você comece antes, eu sugiro que você ouça outro profissional.

A Tracy Hogg também fala de uma excessão: os bebês maiores. Segundo ela, devemos ficar atentas aos sinais que o filhote dá, porque alguns bebês de peso maior começam a dar sinais de que estão prontos para os sólidos por volta do quinto mês, quando se mostram famintos mais rapidamente após as mamadas e/ou começam a acordar à noite com fome. Neste caso, ela recomenda que a introdução das papinhas comece neste período.

De quaquer forma, o que eu quero contar aqui é que, neste ponto você vai se deparar com dois caminhos totalmente diferentes quando comparar a orientação da Hogg e a dos profissionais aqui no Brasil. Segundo ela, você continua amamentando nos mesmo horários que fazia antes só que acrescenta um alimento sólido uma hora depois do café, almoço e jantar. Só que a orientação mais comum por aqui é que os alimentos substituam as três refeições principais e o leite passe a ser um complemento oferecido em seguida às refeições.

E aí, fazer o que? Não acredito que tenha o "mais certo". São duas linhas diferentes, mas ambas garantem a boa saúde do bebê. Tente se informar o máximo possível sobre as duas e escolha o que for melhor para você e o seu bebê.

Eu gosto da idéia de manter o leite como alimento principal e dar esse tempo para que a introdução dos alimentos seja só um "treino".  No entanto, acho que a rotina fica muito complicada com o esquema proposto pela EB, então faço um pouco nos primeiros meses (6,7..) e depois acabo indo para o jeito mais conhecido, simplesmente por ser mais prático.

A seguir, um exemplo de como fica a rotina introduzindo os sólidos do jeito da Encantadora de Bebês:
7:30 - acordar
8:00 - leite
9:00 - fruta (suco ou papinha)
10:00 - soneca
12:00 - leite
1:00 - fruta
2:00 - soneca
4:00 - leite
5:30 - fruta
6:30 - banho
7:30 - leite e boa noite
E você, já passou por esse dilema? Como acabou resolvendo?!




segunda-feira, 3 de junho de 2013

PU/PD Passo-a-Passo

1. Coloque sua mão nas costas dele e diga sua frase-chave em um tom suave. Ex. "É hora de dormir". Você sempre tenta sem tirar do berço primeiro.

2. Se isso não funcionar, você o pega, diz a frase e assim que ele se acalmar você o coloca no berço. Se ele começar a chorar antes de chegar no colchão, você ainda sim o põe no berço.

3. Se ele continuar a chorar, você o pega de novo.

4. Se o bebê estiver realmente lutando, archeando as costas , etc. você não fica segurando, coloca direto de volta no berço, depois de dizer a frase. E então pegue de volta se ele continuar chorando.

5. Você faz isso over and over again até que comece a ver sinais de que ele está se acalmando, quando normalmente o choro vai ficando mais fraco. Se ele começar o que a Tracy Hogg chama de Choro Mantra, você não pega ele porque ele está tentando se acalmar sozinho.

6.  Quando você observa este comportamento começando a ficar mais calmo, você não pega mais do berço. Apenas coloque sua mão nas costas dele e diga sua frase. Agora você pode se afastar e ver o que acontece.

7. Se ele começar a chorar de novo, você recomeça todo o processo, começando com a tentativa de acalmar no berço.

Mas atenção, essa é uma técnica que precisa ser ajustada à medida que eles crescem. Fique de olho nas mudanças:


No 4º mês:

- Se ele dorme enrolado no charutinho e ele se soltar, você precisa refazer.

- Você só o segura o bebê por no máximo 5 minutos. Se ele não se acalmar neste tempo, você o coloca no berço mesmo assim. Se ele continuar chateado, pegue de novo.

- Entre cada tentativa de pegar e colocar você tenta acalmar antes com o shh e tapinha nas costas.

- Se você tiver que pegar de novo no colo, pode continuar com o shh e tapinha nas costas. Então, coloque-o de volta assim que se acalmar ou no máximo 5 minutos.


4 a 6 meses:

O proceso muda um pouco quando o seu bebê está se movimentando mais e e ficando mais forte. Eles podem começar a lutar quando o seguramos no colo e enclinar as costas e cabeça para trás, então as seguintes adaptações são recomendadas:

- Se o bebê está enfiando a cabeça no travesseiro, virando a cabeça de um lado para o outro, ficando de joelhos ou se virando de um lado para o outro você não o pega imediatamente. Em vez disso, você continua acalmando com um tom de voz suave.

- Quando você o você pegar no colo, você só fica segurando por no máximo três minutos então coloca de volta no berço, mesmo que ainda chorando. Então você pega de novo e segue a mesma rotina.   

- Entre 4 e 6 meses, o bebê tende a se colocar numa luta física e o erro mais grave é ficar segurando por muito tempo. Observe as dicas que ele dá, se afundar no seu ombro ou arquear as costas para trás é sinal de eles querem voltar para o berço, mesmo que ainda estejam chorando. Você pode nomear suas ações, dizendo por exemplo “deixe-me pegá-lo”, “deixe-me coloca-lo no seu berço”.

8 meses a 12 meses

– nessa idade você praticamente não pega mais o bebê do berço, você apenas o coloca deitado do volta quando eles se levantam. 

Se você sentir que ele está muito frenético, você pode pega-lo por um momento, mas o coloca de volta em seguida.

- Nessa idade é importante usar a sua voz ainda mais. Ele vai começar a reconhecer quando você diz por exemplo “não estou te deixando, estou aqui com você, é hora de dormir”.

- Nessa fase você pode precisar (ou querer) deixar o quarto gradativamente. Primeiro você fica no quarto até ele dormir, então fique um pouco mais longe do berço nas próximas vezes. Em alguns dias, você vai para a porta e depois para fora do quarto.

 

Leia também: Quando Não Fazer PU/PD


















quarta-feira, 22 de maio de 2013

Quando Não Fazer PU/PD


1) Quando você não tentou outras coisas primeiro, como os quatro S’s, Shh-pat,  e mão nas costas.  PU/PD é para ser o último recurso quando todo o resto não funcionou.

2) Quando o bebê não está na rotina EASY, ou está de forma incorreta. Um bebê precisa estar cansado pra se esperar que ele durma. Ele também precisa não estar superestimulado ou supercansado. Ele precisa não estar com fome. A rotina EASY correta é a chave pra tudo isso.

3) Quando você pretende continuar usando algum tipo de acessório, como chupeta, charutinho, etc. PU/PD e os acessórios não combinam.

4) Quando o bebê está doente. Eles precisam de amor e carinho até melhorarem.

5) Quando o bebê está sentindo dor, seja por refluxo ou dentes nascendo.

6) Quando o bebê está feliz no berço ou não está realmente chorando, apenas choramingando. PU/PD não é um método pra acelerar o processo de dormir. Não deve ser usado com o um bebê que está ok, apenas pra ele dormir mais rápido. Se o bebê está feliz e apenas meio agitado ou choramingando, ele está na verdade tentando se acalmar, que é o objetivo do PU/PD. Deixe o bebê ficar sozinho, ele vai dormir no seu tempo.

7) Quando você sente que não pode se comprometer com o treinamento por duas semanas. Se você sabe que vai viajar por exemplo, e terá que interromper o processo, não faça. Você precisa estar em casa para todas as sonecas. Aqui, vou acrescentar “se o seu bebê passa o dia inteiro no berçário”, pelo mesmo motivo.

8) Quando o bebê tem menos do que 4 meses. Antes do quarto mês, recomenda-se o Shh-pat, ou alguma outra forma de acalmar no berço. Muitas vezes, se ele estiver na hora certa de ir dormir, eles dormem sozinhos só com os 4 S’s.

9) Quando o bebê acorda por causa de fome. Neste caso, é melhor alimentá-lo. A única excessão é quando bebês já maiores se acostumam a ingerir uma parte das calorias do dia à noite, mas não há mais essa necessidade.

10) Se o bebê tem refluxo. Algumas pessoas sentem que a ação de por no berço e pegar agrava o problema do refluxo.  Use o seu julgamento com o seu bebê. Só não é uma opção quando ele está com dor/incômodo.


11) Se o bebê está supercansado. Sabe tipo depois daquela viajem, quando tudo saiu fora dos trilhos? Dê uns dias pra ele recuperar um pouco o sono e use o acessório (colo, carrinho, etc.) que funcionar melhor com ele. 


(fonte: babywhispererforums.com - menos o 11, que foi um acréscimo meu)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Desenhando um Círculo de Respeito


arquivo pessoal

<3 - Fique com o seu bebê. Faça com que ele seja o único objeto da sua atenção naquele momento. É hora de formação de vínculo, por isso, foque. Não esteja no telefone, se preocupando em lavar a roupa, ou ruminando num relatório que você tem que terminar.

<3 - Deleite os sentidos do bebê, mas evite superestimulação. Nossa cultura estimula excessos e superestimulação, e os pais, sem querer, contribuem para o problema porque não percebem quão delicado são os sentidos do bebê ou o quanto as crianças conseguem assimilar. Não estou sugerindo que paremos de cantar para os nossos bebês, (...) ou até de comprar brinquedos para eles, mas menos é mais quando o assunto é bebê.

<3 - Tenha o cuidado de tornar o ambiente do seu bebê interessante, agradável e seguro. Você não precisa de dinheiro para isso, você precisa de bom senso."

<3 - Encorage a independência do seu bebê. Isso pode soar meio contra-intuitivo - como um bebê pode ser independente? (...) É claro que ele não pode ficar sozinho literalmente, mas você pode o ajudar a ganhar confiança para se aventurar, explorar e brincar independentemente.

<3 - Lembre-se de conversar com o seu bebê, e não apenas falar para ele. Ter um diálogo é um processo de mão dupla. Sempre que ele estiver envolvido em alguma atividade, você observa e espera pela resposta dele. Se ele tentar te envolver, é claro, você entra na brincadeira. Se ele "pedir" por uma mudança de cenário, definitivamente honre o seu pedido. Caso contrário, deixe-o explorar.

<3 - Envolva e inspire, mas sempre deixe o bebê conduzir. Nunca o deixe numa posição que ele não consiga entrar (ou sair) sozinho. Não dê brinquedos que estão fora do seu 'triângulo de aprendizagem'.    

(Trechos retirados do livro "Segredos de uma Encantadora de Bebês", Ed. Manolo)